Foto: Acervo pessoal de Ilídio Luciano
Por: Ilídio Luciano – Jornalista
Quanto uma vaidade incontrolável pelo poder de decisão pode afetar o futuro daquilo da qual está sob seu comando, quando o que está em jogo é o destino daquilo que lhe dá a honraria, e que envolve a vida e/ou a paixão de muitos outros?
Entramos em um período em que nossas escolhas pessoais, dirão muito mais sobre nós mesmos, do que sobre aqueles a quem escolheremos para um futuro a médio prazo; no domingo decidiremos os próximos quatro anos de nosso estado, nosso país, e principalmente, se a nossa cidade terá representatividade nos colégios parlamentares.
Por falar em nossa cidade, ao vermos que nossos vizinhos construíram uma nova casa, e que contemplam rosas vermelhas maravilhosamente bem cuidadas em um jardim promissor, lembramos que estamos com nossa grama por podar. O Uberaba Sport Club, após o fracasso na tentativa de voltar a figurar entre os grandes, tem oficialmente uma proposta de restart, de começar de novo, de compra da SAF, por um ex-presidente, vitorioso, torcedor e amante do time que desfila vermelho e branco no Triangulo Mineiro.
Mas encontra forte resistência, por parte de quem tem no momento a caneta das decisões, que afirma e insiste que há uma alternativa que julga ser o melhor para o clube; entretanto, essa hipótese não se materializa, portanto é inexistente de fato.
Por conta de uma gratidão e amizade, corre-se o risco de no mínimo, deixar o Colorado na mesma posição em que está, atolado, no mesmo lugar, e sem correntes nas rodas para sair do lamaçal e alcançar terreno em solo firme.
O produto é comparável a um carro da década de 1970, cujo valor pedido para a compra é maior que um carro popular dos anos 2020; é o corcel 1 por 50 mil reais.
Afinal, pela história, o calhambeque vale muito mais do que o preço de pinga apresentado pelo interessado; acontece que o corcel precisa ser totalmente refeito, de cima a baixo, e garantias de que há recurso para isso tem, mas a amizade com quem lhe encheu o pires, quando este estava nas mãos, lhe rende preferencia ao preço de pinga.
Mas não nos esqueçamos, o mesmo que recusa o preço de pinga, está devendo até mesmo o pão na padaria.





