Técnico Jorge Sampaoli – Foto/Arte: @365scoresbr
Jorge Sampaoli segue fiel ao seu histórico intenso — dentro e fora de campo. Afinal, quando o assunto é rescisão contratual, o treinador não costuma aliviar. Nos últimos dez anos, o argentino acumulou cerca de US$ 21,3 milhões em indenizações, algo próximo de R$ 111 milhões na cotação atual. Agora, depois da demissão no Atlético Mineiro, esse montante tende a crescer, reforçando uma marca pessoal que já virou pauta recorrente no futebol sul-americano e europeu.
Além disso, o episódio em Belo Horizonte apenas amplia um roteiro conhecido: chegada cercada de expectativas, cobrança imediata por desempenho e, logo depois, ruptura cara para os cofres do clube. Portanto, enquanto seus times normalmente apresentam propostas ofensivas e pressão alta, as saídas quase sempre deixam passivos milionários. Consequentemente, dirigentes passaram a tratar o chamado “pacote Sampaoli” com mais cautela, porque o investimento não termina apenas em salários — ele frequentemente inclui multas robustas.
Enquanto isso, o Atlético já reorganiza o planejamento esportivo da temporada, pois precisa ajustar orçamento, elenco e comissão técnica após mais uma troca no comando. Ao mesmo tempo, o mercado observa atento, já que o treinador continua valorizado esportivamente, porém associado a negociações complexas. Assim, o “estilo Sampaoli” segue rendendo debates: de um lado, intensidade competitiva; do outro, impacto financeiro elevado.
Por isso, cada novo contrato do argentino vem acompanhado de cláusulas rígidas e análises profundas de risco. Em resumo, os números falam por si: talento à beira do gramado, porém um custo que poucos clubes conseguem absorver sem sentir no caixa.






