A história do ex-goleiro Glaysson ganhou um novo capítulo, embora ele tenha encerrado a carreira dentro das quatro linhas. Aos 46 anos, o ex-goleiro revelado pelo Cruzeiro passou a atuar como motorista de ambulância em Belo Horizonte, já que encontrou nessa função um desafio tão exigente quanto o futebol profissional.
E, apesar da mudança radical, ele afirmou que lidar com vidas se tornou responsabilidade ainda maior do que encarar um Mineirão cheio. Além disso, a rotina diária de deslocar pacientes entre hospitais exige atenção constante, principalmente porque o trânsito da capital mineira costuma ser intenso, o que torna o trabalho minucioso e totalmente focado no cuidado.
Durante a trajetória nos gramados, Glaysson defendeu 23 clubes, sendo a maioria em Minas Gerais, e acumulou acessos importantes, como o do Tupi à Série B em 2015. Ainda que tenha brilhado no interior, ele iniciou sua caminhada na base do Cruzeiro no fim dos anos 1990 e integrou o elenco campeão da Copa do Brasil em 2003.
Depois disso, rodou por diversas equipes. A lista de equipes defendidas por ele no estado é grande: Democrata-GV, Ipatinga, Guarani-MG, Uberlândia, Democrata-SL, Rio Branco de Andradas, Villa Nova-MG, Uberaba, Caldense, Araguari, Nacional de Patos de Minas, Nacional de Uberaba, Tupi, União Luziense e Tupynambás.
Ao todo, conquistou 10 acessos entre divisões no Campeonato Mineiro. Fora do estado, Glaysson também passou por Volta Redonda, Legião-DF e Mixto-MT. A carreira profissional terminou em 2020, quando defendeu o Tupynambás.
Após se aposentar em 2020, ele seguiu próximo do esporte enquanto atuava como treinador de goleiros do Inconfidentes, time formado por integrantes das forças de segurança de Belo Horizonte. embora também dirigisse veículos para a construtora da família.
Contudo, o convite de um amigo major do Corpo de Bombeiros o levou a mergulhar na nova profissão. Logo que se qualificou com cursos de primeiros socorros e condução de veículos de emergência, iniciou uma jornada de 10 horas diárias, muitas vezes estendidas por exames e demandas dos pacientes.
Mesmo tentando passar despercebido nos corredores dos hospitais, Glaysson logo foi reconhecido, sobretudo porque colegas e pacientes o identificaram pelas lembranças das antigas defesas. Aliás, essa conexão inesperada reforçou o quanto sua história permanece viva no futebol mineiro, apesar da mudança definitiva de profissão. Hoje, ele segue conduzindo pessoas com o mesmo cuidado com que, um dia, defendeu goleiras por todo o estado.







1 Comment
WONDERFUL Post.thanks for share..extra wait .. …
https://www.droversointeru.com