Foto de Capa: Reprodução/Youtube/CBF
A CBF apresentou um novo conjunto de regras voltado a modernizar a administração dos clubes brasileiros e, dessa forma, aproximar o país dos modelos de sustentabilidade já aplicados em grandes centros do futebol mundial.
Embora o debate sobre controle financeiro seja antigo, o regulamento chega com propostas práticas, construídas em parceria com representantes da Série A, para criar mais transparência e equilíbrio econômico no esporte.
O documento foi estruturado sobre quatro pilares essenciais que, portanto, servirão como base para a implementação gradual do Fair Play Financeiro: controle de dívidas em atraso, equilíbrio operacional, limite de gastos com elenco e gestão do endividamento de curto prazo. Com isso, a entidade busca tornar o ambiente competitivo mais estável e reduzir riscos administrativos que afetam diretamente o desempenho esportivo.
Entre os principais mecanismos, todos os contratos passarão a ser registrados em um sistema específico, que, aliás, funcionará como ferramenta de monitoramento e segurança jurídica. Assim, sempre que houver atraso de pagamentos, atletas e clubes poderão acionar a CBF, permitindo que a entidade cobre justificativas e, se necessário, aplique punições.
Além disso, o modelo prevê que os custos relacionados ao elenco não ultrapassem percentual das receitas, regra que será ajustada gradualmente até 2029.
Da mesma forma, a norma limita o endividamento de curto prazo, estabelecendo metas anuais para que os clubes reduzam a exposição financeira. O processo de transição foi planejado justamente para permitir adaptação progressiva sem comprometer a competitividade das equipes. A expectativa é de que, com estas medidas, o futebol brasileiro avance tanto na organização quanto na credibilidade internacional.






