O Patrocinense enfrenta mais um capítulo em sua crise extracampo. Pelo menos dez jogadores que atuaram pelo clube entre 2023 e 2024, incluindo o meia Gabriel Galhardo, irmão de Thiago Galhardo (atacante do Fortaleza), ingressaram com processos judiciais para cobrar dívidas trabalhistas. As pendências incluem salários atrasados, 13º, férias e FGTS.
Cobranças ultrapassam R$ 1 milhão
De acordo com o advogado Lucas Silva de Oliveira, ex-jogador e responsável por representar os atletas, as ações somam mais de R$ 1 milhão. Algumas das demandas já estão na fase de pagamento, enquanto outras aguardam definições sobre os valores a serem cobrados.
Além das verbas trabalhistas comuns, jogadores lesionados também pedem indenizações por estabilidade acidentária e ausência de seguro obrigatório.
Lista de jogadores envolvidos
Entre os atletas que moveram ações contra o Patrocinense estão:
- Lucas dos Santos Rocha Silva (Lucão), zagueiro;
- Adilson Tinoco Resende Júnior (Adilson Júnior), goleiro;
- Rodolfo Ribeiro Valadares Neto Júnior, atacante;
- Naílson Pinto da Silva, meia;
- Gabriel Galhardo do Nascimento, meia;
- Evair Cordeiro da Silva, meia;
- Cairo Alberto Marangoni, goleiro;
- Leonardo Araújo dos Santos (Léo Araújo), zagueiro;
- Mário Augusto da Silva Tristão (Marinho), meia;
- Tiago Tauan Paz Fernandes de Souza, volante.
Além desses nomes, o advogado confirmou que outros três profissionais também entraram com processos contra o clube.
Crise no Patrocinense
A situação do Patrocinense já era delicada. Em 2024, o clube foi rebaixado ao Módulo 2 do Mineiro após desistir da competição devido a problemas financeiros. Durante a última Série D, o time se envolveu em um escândalo de manipulação de resultados, que resultou no indiciamento de seis pessoas, incluindo dois ex-jogadores, o ex-treinador e o empresário responsável pela gestão do futebol.
“A crise do clube não deve prejudicar os direitos dos atletas, que têm demandas legítimas por pagamentos atrasados e benefícios previstos por lei”, afirmou o advogado Lucas Silva.
Tentativa de contato com o clube
O ge tentou contato com representantes do Patrocinense para comentar as ações judiciais e a situação financeira do clube, mas não obteve retorno até o momento.
Essa sequência de problemas ilustra a difícil realidade enfrentada por clubes de menor porte, que precisam lidar com questões financeiras, judiciais e de credibilidade enquanto tentam manter suas atividades esportivas.