Estádio Municipal Geraldo Starling Soares – Passos/MG – Foto: pt.wikipedia.org
Às vésperas do Campeonato Mineiro, o Passos Futebol Clube segue sem garantia de mando de campo no Estádio Municipal Geraldo Starling Soares, situação que, portanto, amplia a tensão entre clube e administração municipal. Além disso, o presidente Virgínio Leopoldino voltou a público e, consequentemente, demonstrou indignação com a Prefeitura de Passos, alegando falta de empenho para viabilizar a estrutura necessária visando às disputas da base e, principalmente, da categoria profissional ainda em 2026. Segundo o dirigente, a cidade precisa, acima de tudo, retomar protagonismo no futebol estadual, enquanto o torcedor cobra a volta do profissionalismo, especialmente com foco no Campeonato Mineiro Segunda Divisão 2026 e Mineiro Sub-20 que tem início previsto para o dia 18 de abril.
Ao mesmo tempo, Virgínio reforça que o clube já está regularizado junto à Confederação Brasileira de Futebol – CBF e à Federação Mineira de FuteboL – FMF, ou seja, plenamente apto para competir. Ainda assim, ele cobra vontade política do prefeito Diego de Oliveira e do secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Vicente de Paula Campeiz, para que o estádio esteja liberado antes de junho. Além disso, o presidente relembra que, nos últimos dois anos, o PFC precisou mandar jogos do Sub-15 e Sub-17 fora da cidade, em Machado e Guaxupé, justamente porque encontrou mais apoio nesses municípios do que em sua própria sede.
Como alternativa, o dirigente propôs que a prefeitura repasse temporariamente a gestão do estádio ao clube, por meio de termo de empréstimo ou instrumento semelhante. Dessa forma, o Passos FC assumiria as melhorias exigidas. Paralelamente, ele também exige reparos imediatos para obtenção do AVCB, documento essencial emitido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, sem o qual não há liberação para eventos esportivos.
Por outro lado, a Secretaria de Esporte informou que as adequações para o AVCB já estão em fase final. Entre os serviços realizados, a pasta destacou a troca da cobertura dos bancos de reservas e o tratamento do gramado. Mesmo assim, o Executivo afirma que partidas da Segunda Divisão profissional exigem investimentos estruturais de maior porte e, portanto, não previstos no orçamento atual. Além disso, a prefeitura rebateu as críticas e garantiu que mantém diálogo aberto com entidades esportivas, afirmando que o presidente do PFC, Virgínio Leopoldino não teria procurado recentemente o governo municipal. A administração ainda ressaltou que qualquer cessão do estádio precisa ocorrer via chamamento público, já que outros clubes também demonstraram interesse, assegurando transparência e igualdade.
Enquanto isso, o Passos FC segue aguardando uma definição oficial. Assim, o impasse coloca em xeque o planejamento da temporada, já que, embora a base consiga treinar, a equipe profissional depende diretamente da liberação do estádio para confirmar participação plena nas competições de 2026.





