Arte de Capa: @capatrocinense
O Clube Atlético Patrocinense – CAP entra em uma nova fase de instabilidade administrativa. A diretoria que comandou o clube na temporada passada decidiu não seguir à frente do projeto em 2026 e, portanto, o cenário político do CAP muda justamente no momento mais sensível do calendário esportivo. A oficialização ocorreu nesta quarta-feira dia 18 de fevereiro, em reunião realizada na sede social do clube, convocada pelo, agora, ex-presidente Fúlvio Eduardo Barbosa, que fará um pronunciamento público para detalhar os motivos da saída. Além disso, o convite para a reuinião foi também direcionado à imprensa local e à torcida grená, reforçando, segundo a nota divulgada, a necessidade de transparência e esclarecimento à comunidade esportiva de Patrocínio.
Enquanto isso, dentro de campo, o planejamento segue indefinido. O CAP está confirmado no Campeonato Mineiro do Módulo II, com estreia marcada para 30 de maio, em casa, diante do Esporte Clube Mamoré. No entanto, até o momento, não foram anunciados nomes para o elenco nem para a comissão técnica, o que, consequentemente, aumenta a apreensão do torcedor às vésperas da competição. Assim, além da transição administrativa, o clube enfrenta o desafio de montar uma estrutura competitiva em curto prazo.
No Grupo A do Módulo II, o CAP terá pela frente adversários tradicionais e projetos consolidados, como Boa Esporte Clube, Associação Atlética Caldense, Guarani Esporte Clube, além do próprio Mamoré e do Uberaba Sport Club. Por outro lado, o Grupo B reúne Sport Club Aymorés, Coimbra Esporte Clube, Democrata Futebol Clube, Ipatinga Futebol Clube, Esporte Clube Valeriodoce e Villa Nova Atlético Clube, o que demonstra, portanto, o nível de equilíbrio e competitividade do torneio estadual.
Dessa forma, o futuro do CAP em 2026 permanece indefinido tanto no aspecto administrativo quanto no esportivo. Ao mesmo tempo, a proximidade da estreia pressiona por definições rápidas, pois, sem comando estabelecido e sem elenco anunciado, o clube precisa acelerar decisões estratégicas. Ainda assim, a torcida mantém expectativa de reorganização, já que a tradição grená e a relevância regional do CAP exigem protagonismo e estabilidade para encarar mais um capítulo decisivo no futebol mineiro.





