O esporte de Teófilo Otoni entrou em pauta nacional nesta segunda-feira, dia 15 de dezembro, quando o Estádio Nassri Mattar foi vendido em leilão por R$ 4,2 milhões. O tradicional palco do futebol de Teófilo Otoni e Região, portanto, mudou de mãos, embora a identidade do comprador ainda não tenha vindo a público. Ainda assim, o desfecho financeiro rapidamente abriu espaço para debates esportivos, jurídicos e institucionais.
Além do valor expressivo, a negociação envolve um ponto sensível. Existe uma lei municipal aprovada pela Câmara Municipal de Teófilo Otoni que prevê o tombamento do estádio. Dessa forma, o dispositivo legal busca preservar o espaço como patrimônio esportivo e histórico da cidade, enquanto, ao mesmo tempo, o novo registro do imóvel aponta para possíveis mudanças futuras.
Consequentemente, surge um impasse relevante. De um lado, o novo proprietário passa a ter direitos sobre a área; de outro, a legislação municipal impõe limites claros sobre intervenções estruturais e usos permitidos. Assim, o futebol local acompanha com atenção os próximos capítulos, já que um eventual embate judicial pode definir o futuro do estádio e, sobretudo, o impacto direto sobre clubes, atletas e torcedores da região.
Enquanto isso, dirigentes esportivos e apaixonados pelo futebol aguardam posicionamentos oficiais. Afinal, o Estádio Nassri Mattar representa muito mais do que concreto e arquibancadas, pois simboliza memória esportiva, identidade comunitária e tradição. Portanto, qualquer decisão tende a repercutir fortemente no calendário esportivo e na história do esporte em Teófilo Otoni.






