Em um sábado que já entrou para a eternidade do esporte nacional, Lucas Pinheiro escreveu seu nome entre os grandes ao vencer o slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno, disputado em Bormio. Logo na largada, portanto, o brasileiro de 25 anos mostrou personalidade, abriu a prova entre mais de 80 atletas e, em seguida, manteve liderança absoluta até o fim, mesmo com neve constante e temperatura próxima de 3°C.
Além disso, com duas descidas extremamente sólidas, Lucas fechou o percurso em 2min25s00, enquanto deixou o suíço Marco Odermatt 0s58 atrás. Assim, garantiu o primeiro ouro olímpico do Brasil em Jogos de Inverno, um feito histórico que amplia horizontes para o esporte de neve no país. Ao mesmo tempo, o resultado confirma a evolução técnica do atleta, que apostou em linhas agressivas, excelente leitura de pista e aceleração precisa nas transições, sobretudo nos trechos mais fechados do traçado.
Logo após a conquista, visivelmente emocionado, Lucas celebrou a vitória em entrevista à TV Globo, ao repórter Guilherme Roseguini, e destacou o caráter inspirador do momento. Segundo ele, mais do que medalhas, o objetivo é abrir caminhos para novas gerações, reforçando que talento, dedicação e propósito podem superar qualquer barreira geográfica.
Enquanto isso, outro brasileiro também ganhou experiência olímpica. O jovem Giovanni Ongaro, de apenas 22 anos, completou sua primeira participação em Jogos de Inverno na 31ª colocação, com tempo total de 2min34s15. Portanto, além do ouro histórico, o Brasil sai de Bormio com um legado importante: mais visibilidade internacional e, consequentemente, um impulso decisivo para o desenvolvimento do esqui alpino nacional.
Em resumo, o dia 14 de fevereiro de 2026 marca um divisor de águas. Com coragem desde a largada, consistência nas curvas e frieza nos momentos decisivos, Lucas Pinheiro transformou sonho em realidade e levou a bandeira brasileira ao topo do pódio, provando, acima de tudo, que o Brasil também sabe voar sobre a neve.






